Ex-presidente foi levado ao Hospital DF Star após autorização do STF; exames descartaram necessidade de cirurgia e ele já retornou à custódia da Polícia Federal.
O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu uma queda dentro da cela onde cumpre pena e teve um traumatismo craniano leve, informou nesta quarta-feira (7) o médico Brasil Caiado, que integra a equipe responsável por seu atendimento.
Após o episódio, Bolsonaro foi encaminhado novamente ao Hospital DF Star, em Brasília, depois de autorização concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para que ele deixasse temporariamente a cela na Polícia Federal.
Queda ocorreu ao tentar caminhar
De acordo com Brasil Caiado, a queda aconteceu durante a madrugada de terça-feira (6). A avaliação inicial apontava para uma possível queda da cama, mas a reconstrução do ocorrido indicou outro cenário.
“Conversando com ele e relembrando os fatos, entendemos que ele se levantou, tentou caminhar e acabou caindo”, relatou o médico.
Após a realização dos exames, Bolsonaro recebeu alta médica e retornou à Superintendência da Polícia Federal, que fica a poucos quilômetros do hospital.
Exames confirmam quadro leve
Em boletim oficial, o Hospital DF Star informou que os exames de imagem identificaram apenas alterações leves, sem necessidade de procedimentos invasivos.
“Foi evidenciada leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica”, diz o texto assinado pelo cirurgião geral Claudio Birolini.
Medicamentos podem ter contribuído
Segundo Brasil Caiado, há suspeita de que a queda esteja relacionada a quadros de desorientação provocados pela interação entre medicamentos.
“O presidente faz uso de vários remédios para o tratamento de crises de soluços. A combinação dessas medicações pode aumentar o risco de episódios como esse”, explicou.
Há menos de uma semana, Bolsonaro havia deixado o mesmo hospital após ficar internado por oito dias, período em que passou por cirurgia de hérnia inguinal bilateral e por outros procedimentos para controlar crises persistentes de soluços.
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