Governo Brasileiro Recusa Vistos a Diplomatas dos EUA em Meio a Debate Sobre Urnas Eletrônicas
O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, confirmou no sábado, 25 de junho, a recusa de vistos para dois funcionários do Departamento de Estado norte-americano: o subsecretário para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto, Samuel Samson. A negativa das autorizações ocorreu na sexta-feira, 24 de junho.
A solicitação de vistos pelos funcionários dos Estados Unidos tinha como objetivo discutir com autoridades eleitorais a liberdade de expressão relacionada às eleições de outubro. Entretanto, a chancelaria brasileira interpretou o pedido, feito logo após um evento no qual políticos brasileiros manifestaram suspeitas sobre as urnas eletrônicas em uma reunião com diplomatas, como uma “instrumentalização política” no atual contexto eleitoral, motivando a decisão de negar as permissões.
Contexto da Controvérsia Sobre Urnas Eletrônicas
O debate acerca da segurança das urnas eletrônicas ganhou renovado destaque recentemente após a divulgação de informações falsas por parte do pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Em um evento com diplomatas em Brasília, na segunda-feira, 21 de junho, Bolsonaro afirmou, sem apresentar provas, que os equipamentos brasileiros seriam fornecidos pela empresa venezuelana Smartmatic.
Em resposta às alegações, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu categoricamente a informação na quarta-feira, 22 de junho. O Tribunal esclareceu que as urnas eletrônicas brasileiras são projetadas por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral e produzidas sob a “direta coordenação” do TSE por empresas selecionadas via licitações públicas de ampla concorrência, o que assegura segurança e transparência ao processo eleitoral. Em decorrência das declarações de Bolsonaro, o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o TSE.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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