A 17ª Sessão da Conferência das Partes (COP 17) da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação teve início na Mongólia, reunindo representantes de 197 países. O evento, sediado em Ulaanbaatar, capital mongol, é dedicado exclusivamente às questões da desertificação e degradação do solo, com o tema “Restaurando a terra. Restaurando a esperança“.
Contexto Global e Desafios Urgentes
Ao longo dos 12 dias de programação, a conferência abordará o avanço da seca em regiões antes consideradas menos vulneráveis como um dos temas centrais. Líderes governamentais, empresariais, da sociedade civil, cientistas, povos indígenas e outros grupos sociais estão reunidos para trocar experiências, compartilhar estudos e buscar apoio financeiro em soluções para a desertificação, degradação do solo e seca. As discussões também focam em como esses cenários impactam a segurança alimentar, hídrica e o deslocamento em massa de populações. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a degradação do solo já afeta até 40% das terras globais.
A Participação do Brasil na COP 17
O Brasil marca presença no evento com o Pavilhão Brasil, localizado na Blue Zone, a área principal da conferência. O espaço é palco para debates e apresentações de tecnologias, políticas públicas e projetos desenvolvidos por Organizações Não Governamentais (ONGs) e instituições de pesquisa brasileiras. Entre os destaques, está a apresentação do Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, que orienta as ações nacionais sobre o tema, e o Programa Recaatingar, uma iniciativa voltada à recuperação de áreas degradadas no bioma Caatinga.
Vozes da Sociedade Civil e Soluções Locais
A Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), uma rede composta por mais de 3 mil organizações da sociedade civil, também contribui para a COP 17, apresentando tecnologias sociais e ações práticas de convivência com o semiárido como soluções para o combate à desertificação. A coordenadora executiva da articulação, Ivi Aliana, ressalta a importância das vozes de quem vive diariamente com esse cenário climático e ambiental. Segundo ela, combater a desertificação exige o fortalecimento das comunidades, da agricultura familiar e dos modos de vida que convivem com o clima da região, garantindo recursos para que as comunidades permaneçam e produzam em seus territórios.
A COP 17 de Combate à Desertificação está programada para ser encerrada em 28 de agosto.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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