Criação do Instituto Nacional do Cerrado Unifica Esforços Universitários pela Sustentabilidade

© Adriano Gambarini/WWF Brasil/Divulgação

Instituto Nacional do Cerrado Lança Iniciativas Universitárias para a Sustentabilidade

O recém-criado Instituto Nacional do Cerrado (INC), estabelecido em dezembro de 2025, emerge como um esforço unificado de dezenove universidades para impulsionar a pesquisa e o desenvolvimento sustentável do bioma. Reconhecido como o segundo maior do país e vital por ser o “berço das águas”, o Cerrado será o foco prioritário da nova instituição. O INC terá sede provisória na Universidade de Brasília (UNB), em Brasília, e visa combater a crescente pressão do desmatamento que ameaça este ecossistema.

A professora de ecologia da UNB, Mercedes Bustamante, nomeada diretora executiva do INC, sublinha a criticidade da situação. “O avanço da conversão da vegetação gera impactos negativos para o próprio agronegócio pela perda de biodiversidade, dos serviços ecossistêmicos e da mudança do clima. A conservação ambiental precisa ser vista como um componente central para que o agronegócio seja viável”, afirma Bustamante. Ela ressalta que um planejamento territorial embasado na melhor ciência disponível é crucial para reformular as políticas públicas e os modelos atuais de uso e ocupação do solo.

O Desafio da Degradação Ambiental e a Visão do INC

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelam a alarmante perda de 7.200 quilômetros quadrados de vegetação nativa no Cerrado entre agosto de 2024 e julho de 2025. Este é o segundo ano consecutivo de redução, evidenciando a gravidade do problema e a premente necessidade de ações de conservação. O INC nasce com a missão de reverter este cenário, promovendo a integração entre pesquisa científica, políticas públicas e práticas sustentáveis para garantir a saúde e a resiliência do bioma.

Estrutura, Financiamento e Perspectivas para o Futuro

O desafio inicial para o INC é a estruturação e organização interna, etapas fundamentais para a captação de recursos. O professor Laerte Ferreira, da Universidade Federal de Goiás e diretor administrativo-financeiro do instituto, estima uma necessidade inicial de R$ 10 milhões anuais para as operações. “Com esses R$ 10 milhões, a gente poderia ter um apoio de bolsas pós-doc para cientistas, jovens cientistas em cada uma dessas instituições, ter essa pequena estrutura administrativa de gestão, organizar eventos científicos”, detalha Ferreira.

A estratégia de financiamento do INC inclui a busca por apoio em entidades nacionais e internacionais, além da exploração de fundos como o Fundo Amazônia. O objetivo primordial é qualificar o instituto como uma organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Esta vinculação é estratégica, uma vez que o Cerrado e o Pampa são os únicos biomas brasileiros que ainda não possuem uma unidade de pesquisa específica dentro da estrutura do Ministério, evidenciando uma lacuna que o INC se propõe a preencher.

A Urgência da Preservação: Desafios e Impactos do Desmatamento no Cerrado

<p>Um esforço conjunto de <strong>dezenove universidades</strong> resultou na criação do <strong>Instituto Nacional do Cerrado (INC)</strong>, uma nova instituição dedicada a articular e promover projetos de pesquisa para o desenvolvimento sustentável do bioma. Fundado em <strong>dezembro de 2025</strong>, o INC terá sua sede provisória na <strong>Universidade de Brasília (UnB)</strong>, na capital federal.</p>

<h3>A Urgência da Preservação: Desafios e Impactos do Desmatamento no Cerrado</h3>

<p>Considerado o segundo maior bioma do país e conhecido como o “berço das águas”, o Cerrado enfrenta uma intensa pressão do desmatamento. A professora de ecologia da UnB e diretora executiva do INC, <strong>Mercedes Bustamante</strong>, alerta para as consequências dessa degradação ambiental.</p>

<p>De acordo com a diretora, o avanço da conversão da vegetação nativa resulta em impactos negativos para o próprio agronegócio, incluindo a perda de biodiversidade, de serviços ecossistêmicos e a alteração do clima. Para <strong>Mercedes Bustamante</strong>, a conservação ambiental deve ser um componente central para garantir a viabilidade do setor, e um planejamento territorial embasado na melhor ciência disponível pode orientar políticas públicas eficazes e repensar modelos de uso do solo.</p>

<p>A urgência dessa questão é corroborada por dados do <strong>Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)</strong>, que indicam a perda de <strong>7.200 quilômetros quadrados</strong> de vegetação nativa no Cerrado entre <strong>agosto de 2024 e julho de 2025</strong>. Esse foi o segundo ano consecutivo de queda, evidenciando a crescente ameaça ao bioma.</p>

<h3>Financiamento e Estruturação do INC</h3>

<p>O desafio imediato para o recém-criado instituto é sua estruturação e organização para viabilizar a captação de recursos. O diretor administrativo-financeiro do INC, <strong>Professor Laerte Ferreira</strong>, da <strong>Universidade Federal de Goiás</strong>, estima uma necessidade inicial de <strong>R$ 10 milhões ao ano</strong> para o funcionamento da entidade.</p>

<p>Com esse montante, o INC pretende oferecer apoio para bolsas de pós-doutorado a jovens cientistas nas instituições parceiras, manter uma pequena estrutura administrativa de gestão e organizar eventos científicos. <strong>Laerte Ferreira</strong> expressa otimismo: ‘Eu entendo se nós conseguirmos trazer o foco, arregaçar as mangas, a expectativa é que a gente consiga acessar recursos das mais diversas fontes’, afirmou, referindo-se a entidades nacionais, internacionais e até mesmo ao <strong>Fundo Amazônia</strong>.</p>

<p>O objetivo a longo prazo é que o instituto seja qualificado como uma organização social vinculada ao <strong>Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)</strong>. Atualmente, o Cerrado e o Pampa são os únicos biomas brasileiros que ainda não possuem uma unidade específica de pesquisa dentro da pasta ministerial, destacando a relevância da criação do INC para preencher essa lacuna.</p>

Estruturação e Financiamento: Os Próximos Passos para o INC

Um esforço conjunto de 19 universidades culminou na criação do Instituto Nacional do Cerrado (INC), em dezembro de 2025. Com sede provisória na Universidade de Brasília (UnB), a nova instituição visa articular e promover projetos de pesquisa voltados para o desenvolvimento sustentável do Cerrado, o segundo maior bioma do país e conhecido como o berço das águas. A professora de ecologia da UnB, Mercedes Bustamante, foi escolhida como diretora executiva do INC.

Apesar de sua imensa importância ambiental e econômica, o Cerrado enfrenta uma intensa pressão do desmatamento. A diretora executiva, Mercedes Bustamante, ressalta a urgência da conservação: “O avanço da conversão da vegetação gera impactos negativos para o próprio agronegócio pela perda de biodiversidade, dos serviços ecossistêmicos e da mudança do clima. A conservação ambiental precisa ser vista como um componente central para que o agronegócio seja viável. Um planejamento territorial orientado pela melhor ciência disponível pode contribuir para as políticas públicas, permitindo repensar os modelos vigentes de uso e ocupação do solo.”

A gravidade da situação é evidenciada pelos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que registrou a perda de 7.200 quilômetros quadrados de vegetação nativa no Cerrado entre agosto de 2024 e julho de 2025. Este foi o segundo ano consecutivo de redução na taxa de desmatamento, um indicativo da necessidade de intensificar os esforços de conservação e pesquisa.

Estruturação e Financiamento: Os Próximos Passos para o INC

O principal desafio imediato do INC é sua estruturação e organização interna para viabilizar a captação de recursos. O professor Laerte Ferreira, diretor administrativo-financeiro do instituto e docente da Universidade Federal de Goiás, estima uma necessidade inicial de R$ 10 milhões anuais para suas operações. Ele detalha o uso desses recursos: “Com esses 10 milhões, a gente poderia ter um apoio de bolsas pós-doc para cientistas, jovens cientistas em cada uma dessas instituições, ter essa pequena estrutura administrativa de gestão, organizar eventos científicos. Eu entendo, se nós conseguirmos trazer o foco, arregaçar as mangas, a expectativa é que a gente consiga acessar recursos das mais diversas fontes.”

A busca por financiamento se dará junto a entidades nacionais, internacionais e fundos como o Fundo Amazônia. Além disso, o INC tem como meta qualificar-se como uma organização social (OS) vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Essa vinculação é crucial, visto que o Cerrado e o Pampa são os únicos biomas brasileiros que ainda não possuem uma unidade específica de pesquisa no âmbito do Ministério.

O Futuro do INC: Busca por Qualificação e Reconhecimento Institucional

Dezenove universidades uniram esforços para a criação do Instituto Nacional do Cerrado (INC), uma iniciativa voltada para a articulação e promoção de projetos de pesquisa que visam o desenvolvimento sustentável do bioma. Criado em dezembro de 2025, o INC terá sua sede provisória na Universidade de Brasília (UnB), na capital federal. O Cerrado, segundo maior bioma do país e conhecido como o berço das águas, passará a receber atenção especial do novo instituto.

A professora de ecologia da UnB, Mercedes Bustamante, nomeada diretora executiva do INC, destacou a intensa pressão do desmatamento sobre o Cerrado, apesar de sua grande importância ambiental e econômica.

Segundo Bustamante, o avanço da conversão da vegetação nativa gera impactos negativos diretos para o próprio agronegócio, devido à perda de biodiversidade, de serviços ecossistêmicos e às mudanças climáticas. Ela enfatiza que “a conservação ambiental precisa ser vista como um componente central para que o agronegócio seja viável”, e um planejamento territorial baseado na melhor ciência disponível pode “contribuir para políticas públicas que repensem os modelos vigentes de uso e ocupação do solo”.

A urgência da ação é corroborada por dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que indicam a perda de 7.200 quilômetros quadrados de vegetação nativa no Cerrado entre agosto de 2024 e julho de 2025. Este foi o segundo ano consecutivo de queda na cobertura vegetal do bioma.

O Futuro do INC: Busca por Qualificação e Reconhecimento Institucional

O próximo desafio do INC é sua estruturação e organização para viabilizar a captação de recursos. O diretor administrativo-financeiro do instituto, professor Laerte Ferreira da Universidade Federal de Goiás, estima uma necessidade inicial de R$ 10 milhões anuais.

Com esse montante, Ferreira projeta apoiar bolsas de pós-doutorado para jovens cientistas em cada instituição participante, manter uma estrutura administrativa de gestão e organizar eventos científicos. Ele expressa otimismo: “Eu entendo se nós conseguirmos trazer o foco, arregaçar as mangas, a expectativa é que a gente consiga acessar recursos das mais diversas fontes”.

Um objetivo primordial, conforme Laerte Ferreira, é qualificar o INC como uma organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Atualmente, o Cerrado e o Pampa são os únicos biomas brasileiros que não possuem uma unidade específica de pesquisa dedicada a eles dentro da estrutura do Ministério, evidenciando a lacuna que o INC busca preencher.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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