Panorama Nacional e Recordes Regionais de Desocupação em 2025
O Brasil registrou um cenário de melhora significativa no mercado de trabalho em 2025, com 19 estados e o Distrito Federal alcançando a menor taxa de desemprego já aferida desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A nível nacional, a taxa de desocupação encerrou o ano em 5,6%, também a mais baixa desde 2012, conforme anúncio do IBGE no fim de janeiro.
A Pnad Contínua abrange o comportamento do mercado de trabalho para indivíduos com 14 anos ou mais, considerando todas as modalidades de ocupação, incluindo trabalho formal, informal, temporário e por conta própria. Para ser classificada como desocupada, a pessoa deve ter procurado ativamente uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento visita 211 mil domicílios em todas as unidades da federação.
Unidades da Federação com Mínimas Históricas
Vinte unidades da federação (19 estados e o Distrito Federal) estabeleceram novos recordes de baixa taxa de desemprego em 2025. Entre os destaques, estão os menores índices registrados na série histórica:
Mato Grosso liderou com 2,2%, seguido por Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso do Sul (3%), Espírito Santo (3,3%), Paraná (3,6%), Rio Grande do Sul (4%), Minas Gerais (4,6%), Goiás (4,6%), Tocantins (4,7%) e São Paulo (5%).
Outros estados que registraram suas menores taxas históricas incluem: Paraíba (6%), Ceará (6,5%), Pará (6,8%), Maranhão (6,8%), Distrito Federal (7,5%), Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amazonas (8,4%) e Bahia (8,7%).
É importante notar que, embora Rondônia tenha encerrado o ano com uma taxa de 3,3% (a quarta menor do país), este não foi seu recorde histórico, que foi de 3,1% em 2023. O estado do Amazonas, apesar de ter atingido uma mínima histórica de 8,4% em 2025, manteve a mesma marca de 2024, não apresentando queda na comparação anual.
Desempenho Comparativo das Unidades da Federação
Os dados consolidados de 2025 revelam que, das 27 unidades da federação, 12 registraram taxas de desemprego abaixo da média nacional de 5,6%, enquanto 15 superaram esse patamar. Os três maiores índices de desocupação foram observados em estados do Nordeste.
O ranking completo das taxas de desocupação é liderado por: Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso do Sul (3,0%), Espírito Santo (3,3%), Rondônia (3,3%), Paraná (3,6%), Rio Grande do Sul (4,0%), Goiás (4,6%), Minas Gerais (4,6%), Tocantins (4,7%), São Paulo (5,0%) e Roraima (5,1%), todos abaixo da Média Brasil de 5,6%.
Acima da média nacional, as taxas foram: Paraíba (6,0%), Ceará (6,5%), Acre (6,6%), Maranhão (6,8%), Pará (6,8%), Distrito Federal (7,5%), Rio de Janeiro (7,6%), Sergipe (7,9%), Amapá (7,9%), Rio Grande do Norte (8,1%), Alagoas (8,3%), Amazonas (8,4%), Bahia (8,7%), Pernambuco (8,7%) e Piauí (9,3%).
Avanços e Desafios da Informalidade
A pesquisa do IBGE também revelou disparidades significativas nos níveis de informalidade. Embora a média nacional tenha sido de 38,1% em 2025, 18 estados registraram índices superiores, com maior concentração nas regiões Norte e Nordeste. A informalidade implica que trabalhadores não possuem garantias de direitos como cobertura previdenciária, 13º salário, seguro-desemprego e férias.
Os estados com as maiores taxas de informalidade foram: Maranhão (58,7%), Pará (58,5%), Bahia (52,8%), Piauí (52,6%) e Ceará (51%). Em contraste, as menores taxas foram observadas em Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29%).
Rendimento Mensal Médio dos Trabalhadores por UF
O rendimento mensal médio do trabalhador brasileiro em 2025 foi de R$ 3.560. O Distrito Federal se destacou, liderando o ranking com R$ 6.320, uma cifra atribuída em grande parte ao elevado contingente de servidores públicos na capital. Oito outros estados também registraram rendimentos acima da média nacional.
As maiores remunerações foram observadas em: Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190), Rio de Janeiro (R$ 4.177), Santa Catarina (R$ 4.091), Paraná (R$ 4.083), Rio Grande do Sul (R$ 3.916), Mato Grosso do Sul (R$ 3.727), Mato Grosso (R$ 3.688) e Goiás (R$ 3.628).
Na outra ponta, os menores rendimentos médios foram registrados no Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394).
Segundo William Kratochwill, analista da Pnad, a mínima histórica de desocupação em 2025 é um reflexo direto do “dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real”.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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