Dólar fecha em alta a R$ 5,24 impulsionado por tensões globais e Fed; Ibovespa registra terceira queda

© Valter Campanato/Agência Brasil

Em um pregão marcado pela **Quarta-Feira de Cinzas**, o mercado financeiro brasileiro reagiu a importantes fatores externos. O dólar comercial encerrou o dia em valorização, aproximando-se da marca de **R$ 5,25**, impulsionado por tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã, além de novas perspectivas sobre a política monetária norte-americana. Paralelamente, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) registrou sua **terceira queda consecutiva**, impactada principalmente pelo setor de mineração.

Câmbio e Cenário Internacional

A moeda americana fechou esta **quarta-feira (18)** vendida a **R$ 5,24**, representando uma alta de **R$ 0,011 (+0,21%)**. Após iniciar o dia em leve baixa, cotado a **R$ 5,20** nos primeiros minutos de negociação, o dólar reverteu a tendência, atingindo sua máxima diária de **R$ 5,25** por volta das **15h50**, à medida que preocupações com o mercado internacional se intensificavam.

Tensão Geopolítica no Oriente Médio

O cenário de instabilidade no Oriente Médio contribuiu significativamente para a valorização do dólar. Na **segunda-feira** anterior ao pregão, o então presidente estadunidense, **Donald Trump**, voltou a proferir ameaças ao Irã, com a Casa Branca indicando “vários argumentos” para uma possível ação militar, reacendendo apreensões globais e levando investidores a buscar ativos considerados mais seguros.

Perspectivas do Federal Reserve

A divulgação da ata da última reunião do **Federal Reserve (Fed)**, o Banco Central dos Estados Unidos, também impulsionou a valorização do dólar globalmente. O documento revelou que o mercado de trabalho norte-americano mostra-se mais resiliente do que o esperado, diminuindo as projeções de cortes de juros no curto prazo na maior economia mundial e fortalecendo a divisa americana.

Desempenho da Bolsa Brasileira

No mercado de ações, o índice **Ibovespa**, da B3, encerrou o dia aos **186.016 pontos**, com um recuo de **0,24%**. Este foi o **terceiro pregão consecutivo de queda** para a bolsa, influenciado pela recente desvalorização do **minério de ferro**, que impactou negativamente o desempenho das ações de mineradoras. A ausência de notícias econômicas relevantes no cenário doméstico direcionou o foco dos investidores para os movimentos externos.

Com informações da **Reuters**.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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