Lula Defende Governança Global da IA Liderada pela ONU em Cúpula na Índia

© Ricardo Stuckert/PR

Em discurso proferido em 19 de outubro, durante a Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, em Nova Délhi, na Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de um modelo de governança global para a inteligência artificial sob a liderança da Organização das Nações Unidas (ONU).

A Defesa de uma Governança Multilateral

O presidente ressaltou que a Quarta Revolução Industrial avança rapidamente, enquanto o multilateralismo, por outro lado, demonstra um perigoso recuo. Nesse cenário, a governança global da inteligência artificial assume um papel estratégico, dada a natureza dual de toda inovação tecnológica de grande impacto, que invariavelmente suscita questões éticas e políticas.

Impactos da Inteligência Artificial

Lula destacou que a revolução digital e a inteligência artificial podem impactar positivamente diversos setores, incluindo a produtividade industrial, serviços públicos, medicina, e segurança alimentar e energética.

No entanto, o chefe de Estado alertou para os riscos associados, como o fomento de discursos de ódio, desinformação, pornografia infantil, feminicídio e a manipulação de processos eleitorais por meio de conteúdos falsos gerados por IA, o que pode comprometer a democracia. Ele enfatizou que os algoritmos transcendem a mera aplicação de códigos matemáticos no mundo digital.

Cenário Global e a Posição do Brasil

O presidente mencionou outras iniciativas globais para a regulamentação da IA, como a proposta da China para a criação de uma organização internacional focada na cooperação em inteligência artificial, com atenção especial aos países em desenvolvimento. Além disso, citou a Parceria Global em Inteligência Artificial, desenvolvida no âmbito do G7 sob as presidências canadense e francesa.

Apesar dessas iniciativas, Lula argumentou que nenhum desses fóruns substitui a universalidade da ONU para uma governança internacional da inteligência artificial que seja efetivamente multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento.

O Brasil, por sua vez, defende uma governança que reconheça a diversidade de trajetórias nacionais e assegure que a inteligência artificial fortaleça a democracia, a coesão social e a soberania dos países.

Entenda: O Contexto da Cúpula de Nova Délhi

A Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial em Nova Délhi, onde o presidente Lula discursou, foi descrita como o quarto encontro do chamado Processo de Bletchley. Essa série de reuniões intergovernamentais sobre segurança e governança de inteligência artificial teve início em Bletchley Park, no Reino Unido, em novembro de 2023.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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