O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou seu afastamento da relatoria do inquérito que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A decisão ocorreu após uma reunião convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para discutir o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou menções a Toffoli em mensagens de celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do banco.
Contexto da Decisão
A saída de Toffoli encerra um período de questionamentos sobre sua permanência no caso. Desde o mês anterior, o ministro vinha sendo alvo de críticas após notícias jornalísticas revelarem que a PF identificou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. Este fundo adquiriu participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que pertencia a familiares do ministro. Toffoli havia confirmado publicamente sua sociedade no resort, mas negou ter recebido qualquer valor de Daniel Vorcaro.
Apoio da Corte e Nota Oficial
Em uma nota oficial, os demais membros do STF manifestaram apoio a Toffoli, afirmando que não havia motivos para sua suspeição ou impedimento na condução do processo. A Corte destacou que o ministro sempre atendeu a todos os pedidos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. Contudo, a saída foi um pedido do próprio Dias Toffoli, aceito pela Presidência do Tribunal após ouvir todos os ministros, considerando os altos interesses institucionais.
A nota, datada de 12 de fevereiro de 2026, reconhece a plena validade dos atos praticados por Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e processos vinculados. Ela também detalha que, a pedido do ministro e com base na sua prerrogativa de submeter questões à Presidência para o bom andamento processual, a Presidência do STF acolheu a comunicação para a livre redistribuição do caso.
Reunião e Próximos Passos
Durante a reunião de aproximadamente três horas, os ministros tiveram acesso ao relatório da PF, que detalha as menções a Toffoli no celular de Vorcaro, apreendido em busca e apreensão. A informação está sob segredo de Justiça. Inicialmente, Toffoli defendeu sua permanência na relatoria, mas optou por se afastar diante da pressão pública.
Agora, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, será responsável por redistribuir o inquérito para um novo relator. A Presidência do STF tomará as providências processuais necessárias para a extinção da Ação de Suspeição (AS) e a remessa dos autos ao novo magistrado.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
Descubra mais sobre Bastidores da Nação
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.