Mobilizações nos Estados do Maranhão e Pará Destacam a Importância dos Manguezais Amazônicos

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Duas significativas mobilizações estão programadas para chamar a atenção para a conservação dos manguezais, um dos ecossistemas mais vitais do planeta. Uma marcha ocorrerá em Maranhão nesta sexta-feira, 24 de julho, seguida por outra no Pará, no domingo, 26 de julho, em celebração ao Dia Mundial de Proteção dos Manguezais.

A Vital Importância dos Manguezais Brasileiros

O Brasil detém a segunda maior extensão de mangue do mundo, com aproximadamente 14 mil quilômetros quadrados ao longo de sua costa. Desse total, 80% estão concentrados no bioma amazônico, abrangendo os estados do Maranhão, Pará e Amapá. Os manguezais são reconhecidos como “berçários” essenciais para a vida marinha e funcionam como grandes reservatórios de carbono, superando em quantidade muitas florestas terrestres. Contudo, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) alerta que, sem esforços de conservação, cerca de metade dos manguezais globais corre o risco de colapso até 2050.

Marcha em São Luís, Maranhão

A capital maranhense, São Luís, sediará a “Primeira Marcha dos Manguezais Amazônicos Maranhenses” nesta sexta-feira, 24 de julho. O Maranhão abriga a maior área individual de manguezais do país, correspondendo a quase um terço do total nacional e integrando a maior faixa contínua do planeta. A concentração para a marcha terá início às 15h30, no centro de São Luís.

Mobilização em Belém, Pará

Em Belém, no Pará, a “3ª Marcha dos Manguezais Amazônicos” será realizada no domingo, 26 de julho, data em que se celebra o Dia Mundial de Proteção dos Manguezais. A programação na capital paraense começará cedo, às 7h, com a Alvorada de Carimbó na Escadinha do Cais do Porto, seguida por uma caminhada em direção ao Mercado Ver-o-Peso.

Ambas as mobilizações visam unir comunidades tradicionais, pesquisadores e a sociedade civil na defesa do ecossistema manguezal. Este ambiente é fundamental para a segurança alimentar e a geração de renda de milhares de famílias de extrativistas, marisqueiras e pescadores, que há décadas dedicam-se à conservação desses territórios.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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