Presidente do Banco Central Destaca Calibragem da Política Monetária e Foco em Estabilidade

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou em 11 de março, em São Paulo, que a política monetária está em uma fase crucial de calibragem, exigindo prudência em um cenário ainda incerto.

Durante o CEO Conference Brasil 2026, evento promovido pelo BTG Pactual, Galípolo enfatizou: “A palavra-chave é essa, a calibragem, esse ajuste da política monetária a partir de março, justamente para a gente poder reunir mais confiança para iniciar esse ciclo”. Ele complementou que, diante da menor confiança e da incerteza nas projeções, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por uma postura mais conservadora, aguardando 45 dias para iniciar o ciclo com maior segurança.

Em janeiro, o Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano. Contudo, sinalizou a intenção de iniciar o ciclo de cortes em março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico.

Visão de Longo Prazo do Banco Central: Serenidade e Estabilidade

Galípolo evitou fazer projeções durante o evento, destacando a necessidade de serenidade nas decisões do Banco Central. Ele ilustrou a postura da instituição comparando-a a um “transatlântico, não a um jet ski”, sugerindo que seus movimentos são comedidos e seguros, sem grandes mudanças abruptas.

Para os próximos anos, o presidente ressaltou que a palavra que norteará a instituição será “estabilidade”, alinhada ao seu mandato de estabilidade monetária e financeira. Ele até brincou com a ideia de um novo logo para essa agenda: um “quadrado vazado”, que simboliza a estabilidade (arquétipo junguiano) e a transparência desejada.

Atuação do BC em Casos Relevantes: Banco Master e Resposta a Ataques

Abordando o caso da gestão fraudulenta do Banco Master, Galípolo elogiou a atuação da Polícia Federal, destacando a coragem e a capacidade técnica do diretor Andrei Rodrigues. Ele também reconheceu a colaboração do Ministério Público, do mercado financeiro e da imprensa, enfatizando a importância da comunicação e do envolvimento dessas instituições quando a situação extrapolou a supervisão bancária.

O presidente mencionou, ainda, uma série de “ataques” que o Banco Central sofreu em meados do ano, inicialmente identificados como ciberataques. Ele ressaltou a resposta rápida e ativa da instituição, que foi viabilizada pela parceria essencial com as principais instituições e o mercado para dosar a ação de forma correta.

Para concluir, Galípolo defendeu o aprimoramento contínuo dos instrumentos de fiscalização do Banco Central, visando prevenir novas situações de fraude no sistema financeiro brasileiro. Ele metaforicamente afirmou que “jogar a luz do sol é sempre o melhor desinfetante” em processos como esses.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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