STF arquiva investigação contra Carla Zambelli por coação e obstrução

© Lula Marques/ EBC

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira, 18 de outubro, o arquivamento de um inquérito que apurava a conduta da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação. A decisão acolheu um pedido formal da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Início da Investigação

A investigação contra a ex-parlamentar foi instaurada em junho de 2022. A apuração teve como base declarações concedidas por Zambelli em uma entrevista. Na ocasião, ela afirmou que, após deixar o Brasil, pretendia fixar residência nos Estados Unidos e solicitar asilo político ao governo do então presidente Donald Trump. Além disso, a ex-deputada mencionou a intenção de replicar o “mesmo modus operandi” supostamente empregado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a prática de “condutas ilícitas”. A instauração do inquérito ocorreu antes mesmo de Zambelli ser presa na Itália.

Fundamentação do Arquivamento

A Procuradoria-Geral da República, ao solicitar o arquivamento do processo, argumentou a inexistência de provas suficientes para fundamentar uma denúncia formal contra Carla Zambelli. Em sua decisão, o ministro Moraes acolheu integralmente o parecer ministerial, declarando: “Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação.”

Histórico de Problemas Legais e Tentativa de Fuga

Em julho de 2022, Carla Zambelli foi detida em Roma, capital da Itália, enquanto tentava evadir-se do cumprimento de um mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes. Detentora de dupla cidadania, ela havia deixado o Brasil buscando asilo em território italiano.

Posteriormente, a ex-deputada foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão devido à invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em 2023. As investigações apontaram Zambelli como a mentora intelectual da invasão, cujo objetivo era emitir um mandado de prisão falso contra o próprio ministro Moraes. O hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter agido sob as ordens da então parlamentar. Após sua ida para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição de Zambelli, aguardando-se uma audiência na Justiça italiana para a decisão final sobre o processo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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