O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou o arquivamento da ação que solicitava a suspeição do ministro Dias Toffoli como relator do inquérito que apura fraudes no Banco Master. A decisão foi proferida no último sábado, 21 de outubro.
A medida de Fachin sucede à própria saída de Toffoli da relatoria do caso, ocorrida em uma reunião no dia 12 de outubro. Após o encontro, ministros do STF emitiram uma nota oficial, indicando que não haveria motivo para reconhecer a suspeição do ministro.
Desenvolvimentos e Controvérsia no Caso
Origem do Pedido de Suspeição
A convocação da reunião que resultou na saída de Toffoli foi iniciativa de Fachin, motivada pela entrega de um relatório da Polícia Federal (PF). O documento revelou menções a Toffoli em uma mensagem encontrada no celular do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, que havia sido apreendido.
Críticas e Conflito de Interesses
Durante o período em que atuou como relator, Dias Toffoli foi alvo de críticas intensas. Reportagens jornalísticas apontaram irregularidades em um fundo de investimento vinculado ao Banco Master, que adquiriu participação no resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento era de propriedade de familiares do ministro.
Em resposta às alegações, Toffoli confirmou sua sociedade na empresa que realizou a venda da participação no resort. No entanto, ele negou veementemente ter recebido quaisquer valores de Daniel Vorcaro ou possuir qualquer tipo de relacionamento de amizade com o banqueiro.
Nova Relatoria do Inquérito
Com a saída de Toffoli, a relatoria do inquérito que investiga o Banco Master foi assumida pelo ministro André Mendonça.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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