A maior floresta tropical do mundo, a Amazônia, está em um processo de adaptação às crescentes mudanças climáticas. Um estudo recente, conduzido por pesquisadores brasileiros e britânicos, revela que partes do bioma, especialmente nas regiões sul e leste, estão alterando suas características para suportar períodos de seca mais frequentes. A pesquisa utilizou quase 40 anos de dados de satélite e observações de campo para identificar essas transformações no funcionamento da floresta.
Consequências para o Ecossistema e o Clima Global
Embora essa adaptação demonstre uma resiliência aparente, cientistas alertam que as mudanças podem comprometer funções ambientais cruciais. As árvores, por exemplo, desenvolvem maior resistência à escassez hídrica, mas essa característica está associada a um crescimento mais lento e a uma menor capacidade de absorver dióxido de carbono da atmosfera. Essa redução na absorção de CO2 diminui a eficácia da Amazônia no equilíbrio climático global.
Riscos Adicionais: Incêndios e Padrões de Chuva
Adicionalmente, o aumento da frequência e intensidade das estiagens eleva significativamente o risco de incêndios florestais. Tais eventos representam uma ameaça direta à vasta biodiversidade do bioma e podem alterar os padrões de chuva em diversas regiões do Brasil. Para mitigar o avanço dessas transformações e preservar o ecossistema, os pesquisadores reiteram a urgência de reduzir o desmatamento e as emissões de gases de efeito estufa.
Com reportagem de Maria Dérzi.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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