A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou nesta terça-feira, 7 de maio, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclarecimentos sobre duas armas que não foram localizadas pelo Exército. Na última segunda-feira, 6 de maio, o Batalhão de Polícia do Exército (BPE) havia informado ao STF que entregou à Polícia Federal (PF) apenas seis das oito armas registradas em nome de Bolsonaro, ressaltando a ausência de uma pistola Glock e uma espingarda. A entrega dos armamentos havia sido determinada pelo ministro Moraes.
Esclarecimentos Sobre as Armas Ausentes
De acordo com os advogados do ex-presidente, a espingarda em questão é um presente recebido por Bolsonaro e permanece em uma empresa importadora de materiais bélicos, localizada em Caxias do Sul (RS), não tendo sido retirada do estabelecimento até o momento.
Quanto à pistola Glock, a defesa informou que a arma é a mesma que foi apreendida anteriormente com o segurança do ex-presidente e está sob custódia na Polícia Civil do Distrito Federal.
O Contexto da Determinação Judicial
A determinação para a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão de seus armamentos registrados foi proferida por Moraes na última sexta-feira, 3 de maio. A decisão foi motivada pela repercussão do caso envolvendo a apreensão de uma arma com um dos seguranças particulares do ex-presidente.
Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente e ter afirmado que as armas estavam legalizadas, o ministro Moraes entendeu que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento da pena de prisão. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista no ano passado e, após passar por uma cirurgia e se recuperar de uma pneumonia bacteriana, obteve o direito de cumprir prisão domiciliar temporária.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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