Dólar Recua para R$ 5,08; Ibovespa Extende Queda por Quarta Sessão

© Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro apresentou um comportamento misto. O dólar encerrou o pregão em baixa, cotado a R$ 5,089, impulsionado pela valorização do petróleo e pelas elevadas taxas de juros no país. Em contrapartida, a Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) registrou sua quarta queda consecutiva, refletindo a cautela dos investidores em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio e às declarações do presidente americano, Donald Trump.

Panorama do Mercado

Câmbio e Fatores de Influência

O dólar comercial desvalorizou 0,42%, fechando o dia a R$ 5,089. No acumulado de julho, a moeda norte-americana recua 1,42% frente ao real, e no ano, a desvalorização atinge 7,28%. Essa movimentação acompanhou a depreciação do dólar em relação a moedas de países emergentes, embora a divisa estadunidense tenha se valorizado contra moedas de economias avançadas.

Inicialmente, o dólar chegou a operar acima de R$ 5,11. No entanto, o recuo foi consolidado após a confirmação de que mediadores internacionais apresentaram propostas para reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irã, diminuindo a procura global por ativos considerados mais seguros. No cenário doméstico, a persistente diferença nas taxas de juros entre Brasil e Estados Unidos continuou a sustentar as operações de carry trade, atraindo investimentos para o mercado brasileiro.

A valorização do petróleo também contribuiu para o apoio ao real, melhorando as perspectivas de entrada de dólares no país através das exportações. A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho, com as exportações crescendo 6,7% no acumulado do mês, impulsionadas pelo setor da indústria extrativa.

Desempenho da Bolsa de Valores

O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, encerrou o pregão em baixa de 0,20%, aos 173.371,35 pontos, marcando sua quarta sessão consecutiva de perdas. Pela manhã, o índice superou os 174 mil pontos, impulsionado pela expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. Contudo, perdeu força ao longo da tarde, depois que o presidente Donald Trump endureceu o discurso contra Teerã, aumentando novamente a aversão ao risco nos mercados.

Apesar da valorização das ações da Petrobras, favorecidas pela alta do petróleo, esse movimento positivo não foi suficiente para compensar a queda das ações de mineradoras, que exerceram pressão negativa sobre o índice.

Mercado de Petróleo

Os contratos internacionais de petróleo fecharam em alta, após um dia de oscilações reflexo das incertezas sobre a evolução do conflito no Oriente Médio. O petróleo Brent, referência para a Petrobras, avançou 1,27%, atingindo US$ 89,22 o barril, depois de ter superado brevemente os US$ 91 durante a sessão. O barril de WTI, do Texas, subiu 0,85%, encerrando o dia a US$ 82,48.

Os preços perderam parte dos ganhos iniciais após o governo iraniano confirmar o recebimento de propostas de mediadores para desescalar as tensões com Washington. No entanto, a commodity retomou a trajetória de alta depois que Donald Trump prometeu responder com maior intensidade a novos ataques contra militares americanos. As restrições ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e as recentes ameaças dos Houthis de bloquear rotas no Mar Vermelho continuam a ser monitoradas pelo mercado, alimentando preocupações com a oferta global de petróleo.

Indicadores de Fechamento

Ao final do pregão, os principais indicadores registraram: Dólar à vista: -0,42%, a R$ 5,089. Ibovespa: -0,20%, aos 173.371,35 pontos. Petróleo Brent: +1,27%, a US$ 89,22 o barril. Petróleo WTI: +0,85%, a US$ 82,48 o barril.

Com informações da Reuters

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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