A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, atribuiu o recente aumento no preço do diesel, anunciado na sexta-feira (13), à intensificação do conflito no Oriente Médio. Durante coletiva de imprensa, a executiva afirmou que a companhia mantém os preços sob monitoramento e avaliação diária em face do cenário internacional volátil, destacando que não há previsão de reajuste para a gasolina. O reajuste específico para o diesel foi de R$ 0,38 por litro.
Cenário Internacional e Medidas de Contenção
Chambriard explicou que o preço do diesel seguia uma trajetória de queda nos últimos anos, mas o contexto da guerra tornou necessário o acréscimo. A Petrobras assegurou que, apesar das incertezas globais, tem cumprido as entregas às distribuidoras, oferecendo fornecimento inclusive acima do volume pactuado. A estatal reiterou que não há escassez de combustíveis nem justificativa para aumentos abusivos aos consumidores finais. A presidente enfatizou que a preocupação é não gerar nervosismo desnecessário à sociedade.
Ação Governamental e Impacto no Preço
A executiva ressaltou que o aumento do diesel seria significativamente maior sem as intervenções do governo federal. Essas medidas incluíram a zeragem das alíquotas de PIS e Confins sobre a importação e comercialização do diesel, o que representou um alívio de R$ 0,32 por litro, conforme cálculos do Ministério da Fazenda. Adicionalmente, foi assinada uma Medida Provisória (MP) para subvenção ao diesel destinada a produtores e importadores. Sem essas proteções ao mercado nacional, o reajuste poderia ter atingido R$ 0,70. Contudo, as ações governamentais permitiram que o impacto prático para as distribuidoras fosse reduzido para apenas R$ 0,06. Para o consumidor final, a influência desse valor deve ser ainda menor, devido à mistura do diesel com biodiesel, embora o preço final nos postos dependa de decisões locais.
Abastecimento e Preços ao Consumidor Final
Questionada sobre relatos de aumento no preço da gasolina em postos, mesmo sem reajuste por parte da Petrobras, Magda Chambriard afirmou que não há fundamentos para tal elevação, dado que as entregas estão em dia e não houve alteração no preço do combustível pela estatal. A presidente fez um apelo por sensibilidade, pedindo que não haja aumentos abusivos ou busca por margens de lucro especulativas em um momento de alta volatilidade. Ela indicou que cabe às instituições de fiscalização e controle verificar e tomar as medidas cabíveis diante de tais práticas.
O Papel da Petrobras e a Revenda
Chambriard reforçou a atuação limitada da Petrobras na cadeia de revenda final de combustíveis. A antiga subsidiária BR Distribuidora foi privatizada para a Vibra Energia no governo anterior. Essa venda incluiu uma licença para a compradora manter a marca BR até 28 de junho de 2029 e um termo de não competição, o que impede a Petrobras de atuar diretamente no varejo dos postos de gasolina que exibem a marca BR.
Apelo aos Estados por Redução Tributária
A presidente da Petrobras também dirigiu um apelo aos governos estaduais para que considerem a redução dos impostos cobrados sobre os combustíveis, seguindo o exemplo do governo federal. Segundo ela, a guerra provocou aumentos que já impactam a arrecadação dos entes federados, gerando valores superiores aos previstos. Magda Chambriard expressou a esperança de que os estados contribuam para o enfrentamento dessa situação, diminuindo o ICMS em benefício da sociedade brasileira.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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