O presidente **Luiz Inácio Lula da Silva** criticou, na noite de **quinta-feira, 19 de outubro**, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (**ONU**). As declarações refletiram a preocupação do presidente com a atuação dos países em conflitos globais e sua responsabilidade na manutenção da paz.
O Papel do Conselho de Segurança e a Produção de Armas
Segundo **Lula**, os países **Estados Unidos**, **China**, **Rússia**, **Reino Unido** e **França**, que deveriam ser responsáveis pela manutenção da paz mundial, estão, na verdade, engajados em conflitos. Ele afirmou que o Conselho de Segurança foi criado para assegurar a segurança global, mas seus membros permanentes estariam promovendo guerras, produzindo e vendendo mais armas.
O presidente ressaltou o impacto desses conflitos na população, afirmando que “Quem paga o preço das guerras? Os pobres”. Ele questionou os gastos globais com armamentos, indicando que no ano anterior foram despendidos **2 trilhões e 700 bilhões de dólares** em armas, em contraste com investimentos em alimentação, educação e assistência a refugiados, vítimas de “guerras insanas”.
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As declarações de **Lula** ocorreram durante um discurso no **Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP)**. Na ocasião, o presidente confirmou sua intenção de concorrer à reeleição em **2026** e anunciou **Fernando Haddad** como candidato ao governo paulista. Ele também expressou o desejo de ter o vice-presidente **Geraldo Alckmin** novamente em sua chapa, na mesma função.
Esclarecimentos sobre o Banco Master
Em outro ponto de seu discurso, **Lula** abordou as controvérsias envolvendo o **Banco Master**, buscando esclarecer a origem das “falcatruas” da instituição financeira e desvincular seu governo do caso.
Cronologia da Aprovação e Acusações
**Lula** destacou que as irregularidades no **Banco Master** teriam ocorrido após a aprovação da instituição pelo Banco Central durante a gestão do ex-presidente **Jair Bolsonaro**. Ele afirmou que “Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente, do **Bolsonaro** e do **Roberto Campos** [ex-presidente do Banco Central na gestão Bolsonaro]”. O presidente prometeu investigar o caso, mencionando um “golpe de **R$ 50 bilhões**”, e alertou contra tentativas de associar o caso ao seu governo ou ao Partido dos Trabalhadores (**PT**).
O presidente ainda citou que, no início de **2019**, o então presidente do Banco Central, **Ilan Goldfajn**, negou o reconhecimento do **Banco Master**. A aprovação, segundo ele, foi concedida por **Roberto Campos** em **setembro de 2019**, período em que as “falcatruas” teriam sido perpetradas.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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