Brasil Atualiza Lista Nacional de Espécies Aquáticas Ameaçadas

© MPA/Divulgação

A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados Aquáticos foi atualizada nesta terça-feira (28). A revisão resultou na inclusão de 100 novas espécies e na exclusão de um número equivalente, mantendo um total de 490 espécies classificadas.

A análise abrangeu centenas de espécies que habitam ecossistemas continentais e marinhos do Brasil, incluindo peixes, arraias, tubarões e estrelas-do-mar. As espécies foram avaliadas quanto ao risco de extinção e categorizadas como: Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) e Criticamente em Perigo (CR).

Processo de Revisão e Justificativa

Esta nova lista substitui a versão de 2014 e foi elaborada com base nos critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Os parâmetros de avaliação incluíram o tamanho das populações, a distribuição geográfica, as condições de conservação dos habitats e as pressões ambientais como a captura e a poluição.

O ministro de Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou que a atualização é resultado de uma análise técnica robusta, fruto de um esforço colaborativo entre governos, academia, sociedade civil e o setor econômico. O objetivo é mobilizar ações eficazes para a recuperação das populações de espécies ameaçadas.

Novas Regras e Ações de Proteção

Paralelamente à divulgação da lista, o Ministério do Meio Ambiente publicou regras e restrições destinadas à proteção e à recuperação das espécies classificadas. Entre as medidas estão a proibição de captura, transporte, comercialização e armazenamento, além de diretrizes para a elaboração de planos de recuperação específicos.

O Pargo: Um Estudo de Caso de Reclassificação e Manejo

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima já iniciou a revisão de planos de recuperação para espécies reclassificadas, como o Pargo (Lutjanus purpureus). Esta espécie teve seu status alterado de Vulnerável (VU) para Em Perigo (EN).

A mudança de classificação implica na intensificação das medidas de proteção e manejo do Pargo, com foco na redução das pressões causadas pela sobrepesca e pela captura excessiva de indivíduos jovens. A gestão será compartilhada com o Ministério da Pesca e Aquicultura, visando equilibrar a recomposição populacional com a continuidade da atividade econômica.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, enfatizou a importância da sustentabilidade na pesca: “Garantir equilíbrio significa proteger a espécie, respeitar a ciência e assegurar que a atividade pesqueira continue gerando alimento, renda e desenvolvimento para o Brasil. O Pargo possui grande importância econômica, mas seu futuro na cadeia produtiva depende da responsabilidade no presente.”

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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