O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou uma significativa queda na fila de requerimentos, encerrando o mês de junho com 1,8 milhão de pedidos pendentes. Este patamar representa o menor volume nos últimos 21 meses. Os dados foram apresentados na última terça-feira (30) durante uma reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), realizada em Brasília.
Do total de solicitações, 825 mil estão em fase de análise há menos de 45 dias. Outros 555 mil requerimentos ultrapassaram esse prazo, aguardando resposta por mais de 45 dias. Adicionalmente, 451 mil processos dependem de providências do próprio segurado, como o envio de documentos ou informações complementares necessárias para a conclusão.
Panorama da Redução e Estratégias do INSS
O diretor de Benefícios do INSS, Leonardo Bittencourt, enfatizou que o objetivo da autarquia vai além da simples redução do número de processos pendentes, visando também diminuir significativamente o tempo de espera para a finalização dos pedidos.
Desempenho e Prazos
O balanço operacional do INSS indica uma média de 700 mil benefícios concedidos por mês. Em março deste ano, o instituto alcançou um recorde histórico, aprovando 890 mil benefícios. Atualmente, o tempo médio para concluir a análise de um requerimento é de 50 dias.
Medidas Adotadas para Agilizar Processos
A queda na fila é atribuída a um conjunto de ações e medidas estratégicas implementadas pelo INSS para agilizar a análise e concessão de benefícios.
Entre as iniciativas, destacam-se a priorização do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), focado na análise inicial de novos requerimentos, e a redução dos prazos internos para essa análise, que passou de 45 para 30 dias.
Houve também uma ampliação dos mutirões de atendimento, aumentando as vagas para avaliação social e perícia médica, além do reforço das equipes com a nomeação de 300 novos analistas do Seguro Social e 500 peritos médicos federais.
A tecnologia também desempenhou um papel crucial, com a expansão da “Perícia Conectada”, que utiliza a telemedicina em regiões com escassez de profissionais, e a implementação do Atestmed, que permite a análise documental de atestados médicos para benefícios por incapacidade, dispensando a perícia presencial em casos elegíveis.
Queda nas Reclamações
Os indicadores de satisfação também refletem a melhora, com uma queda nas reclamações relacionadas à demora na análise dos pedidos. Entre janeiro e maio deste ano, as queixas registradas na Ouvidoria do INSS diminuíram 44%, caindo de 14.491 para 8.047 registros. O instituto atribui essa redução à otimização dos prazos de análise e ao aumento do número de benefícios concedidos.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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