Legistas refutam tese de acidente e apontam lesões pré-morte em Henry Borel durante julgamento

Agência Brasil

Durante a sessão de julgamento do caso Henry Borel, médicos-legistas apresentaram depoimentos que contradizem a versão de acidente doméstico para a morte do menino. Os especialistas reiteraram que as lesões encontradas no corpo da criança foram provocadas antes do óbito por ações contundentes.

Testemunho do Primeiro Legista

O médico-legista Luiz Carlos Leal Prestes declarou, em depoimento, que a narrativa de acidente é ‘totalmente fantasiosa’. Ele detalhou que 14 lesões no corpo de Henry foram infligidas antes da morte. Outras três lesões identificadas no laudo cadavérico foram consideradas compatíveis com manobras de ressuscitação cardíaca, realizadas quando a vítima já estava sem vida.

Reação de <strong>Monique Medeiros</strong> durante o Júri

Durante a exibição de fotos dos ferimentos de Henry e as explicações do perito sobre cada lesão, Monique Medeiros, mãe do menino e ré no processo, manifestou mal-estar. Ela tapou os olhos, passou mal e precisou ser atendida pela equipe médica do tribunal. Após ser medicada, Monique foi dispensada da sessão pela juíza Elizabeth Machado Louro, que preside o julgamento, sem que a sessão fosse interrompida.

Argumentos da Defesa de <strong>Jairinho</strong>

A defesa de Jairinho, padrasto de Henry e acusado no caso, defendeu a tese de que a laceração hepática, apontada como causa da hemorragia no laudo, teria sido consequência de sucessivas manobras de ressuscitação. O legista Leal Prestes contestou essa argumentação. Os advogados de defesa também questionaram o grande número de laudos elaborados após o falecimento do menino e mencionaram o desaparecimento de um suposto raio-x que indicaria um pneumotórax.

Segundo Legista Detalha Traumatismos

Em outra etapa do julgamento, a defesa tentou que o médico-legista Luiz Airton Saveedra de Paiva fosse ouvido como informante, e não como testemunha, alegando proximidade com Leniel Borel, pai de Henry. O requerimento foi indeferido, e Saveedra prestou depoimento como testemunha em plenário. Ele corroborou a gravidade das lesões, afirmando que Henry sofreu três traumatismos em diferentes locais da cabeça, resultando no descolamento do couro cabeludo. O legista também apontou sinais de contusão nos pulmões, hemorragia retroaórtica no tórax e hemorragia peritoneal no abdômen, esta última identificada como a causa do óbito. Saveedra ainda confirmou que Henry já estava sem vida ao chegar ao Hospital Barra D’or.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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