Ministro André Mendonça Autoriza Transferência de Daniel Vorcaro e Nega Prisão Domiciliar

© Secretaria da Administração Penitenciária-SP

Ministro André Mendonça Autoriza Transferência de Daniel Vorcaro e Nega Prisão Domiciliar

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na última quinta-feira (25) a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A decisão ocorre enquanto Vorcaro permanece detido, desde 4 de março de 2024, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Na mesma deliberação, o ministro negou o pedido da defesa para substituir a prisão preventiva por domiciliar.

A Transferência para a Papudinha

A mudança de local visa retirar o banqueiro das instalações da Polícia Federal e, simultaneamente, assegurar sua segurança. A Papudinha é conhecida por oferecer um regime de prisão mais brando, com acomodações que incluem quartos sem grades, além de cozinhas e banheiros comunitários, e uma área aberta para banho de sol. O local é destinado a presos especiais, como policiais militares, advogados e juízes, e já abrigou figuras como o ex-presidente Jair Bolsonaro e indivíduos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Negado Pedido de Prisão Domiciliar

Ao indeferir o pedido de prisão domiciliar, o ministro André Mendonça seguiu pareceres da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da própria Polícia Federal. As investigações indicam que há evidências de movimentações financeiras complexas, envolvendo ‘estratégias de ocultação, blindagem ou deslocamento patrimonial’. O ministro justificou a decisão afirmando a ausência de novos elementos que pudessem modificar a motivação já apresentada para a manutenção da prisão preventiva.

Contexto da Operação e Delações Rejeitadas

A prisão de Daniel Vorcaro, ocorrida na terceira fase da Operação Compliance Zero da PF, investiga supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), que é um banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal (GDF). O banqueiro tentou, por duas vezes, firmar um acordo de delação premiada, mas ambas as propostas foram rejeitadas. A Procuradoria-Geral da República recusou a segunda tentativa em 15 de abril, enquanto a Polícia Federal já havia negado a primeira proposta na semana anterior.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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