A produção da indústria brasileira registrou uma queda de 0,2% na passagem de abril para maio, marcando o primeiro recuo desde dezembro de 2023, quando o setor havia apresentado uma retração de 1,9%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta sexta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Análise Conjuntural
Apesar do resultado negativo na comparação mensal, a indústria brasileira demonstrou resiliência em outras métricas. Na comparação com maio do ano passado, o setor registrou uma leve expansão de 0,2%. No acumulado de 12 meses, a variação foi positiva em 0,4%. O desempenho de maio ficou abaixo da expectativa de mercado, que projetava um avanço de 0,3%, conforme boletim da Secretaria de Política Econômica (SPE), vinculada ao Ministério da Fazenda. Atualmente, a produção industrial se posiciona 4,5% acima do patamar pré-pandemia, observado em fevereiro de 2020, mas permanece 13% abaixo do nível recorde histórico, alcançado em maio de 2011.
Comportamento Recente da Indústria
Nos últimos seis meses, o setor industrial brasileiro apresentou a seguinte sequência de resultados: queda de 0,2% em maio, após avanços de 0,7% em abril, 0,3% em março, 1,1% em fevereiro e 2,2% em janeiro.
Fatores de Influência
A retração da indústria em maio foi fortemente influenciada por segmentos-chave. As atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis registraram queda de 6,1%, enquanto as indústrias extrativas recuaram 2,6%. Ambos os grupos interromperam uma sequência de cinco meses consecutivos de alta. Os principais impactos negativos nesses setores vieram do álcool etílico, da gasolina, do minério de ferro, dos óleos brutos do petróleo e do gás natural. Adicionalmente, a atividade de produtos alimentícios também contribuiu para o cenário de recuo, com uma queda de 1,3%.
Em contrapartida, alguns setores se destacaram positivamente. A produção de produtos farmoquímicos e farmacêuticos registrou um crescimento expressivo de 13,1%. O segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias avançou 4,1%, marcando o quinto mês consecutivo de crescimento, impulsionado pela maior fabricação de automóveis, caminhões e autopeças. A atividade de produtos químicos também apresentou alta de 3,1%.
Desempenho por Grandes Categorias Econômicas
Entre as quatro grandes categorias econômicas analisadas, apenas a de bens de consumo duráveis apresentou variação positiva na passagem de abril para maio, com um avanço de 3,6%. As demais categorias registraram quedas: bens de consumo semi e não duráveis (-1,3%), bens intermediários (-0,4%) e bens de capital (-0,2%).
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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