Boletim Focus: Mercado Mantém Projeções de Inflação e Crescimento para 2026

© REUTERS/Sergio Moraes/Proibida reprodução

As projeções do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos de 2026 – o crescimento da economia e o índice de inflação – permaneceram estáveis na edição desta segunda-feira (9) do Boletim Focus. A pesquisa, que compila as expectativas de diversas instituições financeiras, é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).

Estimativas para o PIB e Dólar

A expectativa de expansão para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026 foi mantida em 1,82%. Para o ano de 2027, a projeção indica um crescimento de 1,8%, enquanto para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima uma expansão de 2% para ambos os períodos.

Em um contexto recente, a economia brasileira registrou crescimento de 2,3% em 2025, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse desempenho marcou o quinto ano consecutivo de alta, com contribuição de todos os setores e notável desempenho da agropecuária.

Quanto à cotação da moeda norte-americana, a previsão do Boletim Focus para o fim de 2026 é de R$ 5,41. Para o fim de 2027, a estimativa é que o dólar se situe em R$ 5,50.

Cenário Inflacionário

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o indicador da inflação oficial do país, manteve-se em 3,91% para 2026. Para 2027, houve um leve ajuste de 3,79% para 3,8%. As expectativas para 2028 e 2029 apontam para uma inflação de 3,5% em cada ano.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2026, é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, estabelecendo limites entre 1,5% e 4,5%. A estimativa de 3,91% para 2026, portanto, encontra-se dentro desse intervalo.

Em janeiro, a inflação oficial mensal foi de 0,33%, o mesmo patamar de dezembro, impulsionada principalmente pelo aumento nos preços da energia elétrica e da gasolina. O IPCA acumulado em 2025 registrou alta de 4,44%. Os dados da inflação de fevereiro serão divulgados na próxima quinta-feira (12) pelo IBGE.

Taxa Básica de Juros (Selic)

A taxa básica de juros (Selic), principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação, está atualmente em 15% ao ano, conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Apesar da desaceleração da inflação e da valorização do dólar, o colegiado manteve a taxa inalterada pela quinta vez consecutiva em sua última reunião, no fim de janeiro. Esse patamar é o mais alto desde julho de 2006, quando a Selic estava em 15,25% ao ano.

Por meio de ata, o Copom indicou que poderá iniciar a redução dos juros na reunião de março, caso a inflação permaneça sob controle e o cenário econômico não apresente surpresas adversas, embora os juros devam ser mantidos em níveis restritivos.

Nesta edição do Boletim Focus, a projeção dos analistas para a Selic ao fim de 2026 foi elevada de 12% para 12,13% ao ano. Para os anos seguintes, as expectativas são de redução para 10,5% ao ano em 2027, 10% ao ano em 2028, e 9,5% ao ano em 2029.

O ajuste da Selic pelo BC é uma estratégia de política monetária que visa equilibrar a demanda agregada e a atividade econômica, influenciando o custo do crédito e incentivando ou desestimulando o consumo e o investimento para estabilizar os preços.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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