Excesso de feriados pode causar prejuízo superior a R$ 2 bilhões ao comércio do Rio

© Tomaz Silva/Agência Brasil

Calendário com 26 feriados municipais, além de datas estaduais e nacionais, preocupa varejistas e reduz dias efetivos de atividade econômica.

Calendário de feriados pressiona o faturamento

O comércio varejista do estado do Rio de Janeiro projeta uma perda de faturamento superior a R$ 2 bilhões neste ano, em razão da elevada concentração de feriados. O alerta consta em levantamento do SindilojasRio, que aponta um cenário desafiador para o setor.

Ao todo, o estado contabiliza 26 feriados municipais, que se somam aos feriados nacionais e estaduais, como o Dia de São Jorge, celebrado em 23 de abril. Esse volume de datas com paralisação ou redução do fluxo impacta diretamente as projeções do comércio.

Segundo o sindicato, o faturamento médio mensal do comércio fluminense gira em torno de R$ 1,4 bilhão, sendo que aproximadamente R$ 700 milhões são gerados apenas na capital.

Feriados em dias úteis ampliam perdas

A principal preocupação do setor é o fato de muitas datas comemorativas coincidirem com dias úteis, favorecendo os chamados “enforcamentos”. Esse cenário leva à paralisação de empresas por períodos prolongados e reduz de forma significativa a circulação de consumidores nas ruas, afetando principalmente o comércio lojista.

Além disso, os 52 domingos do ano também representam dias de baixa atividade, já que grande parte dos estabelecimentos não opera nessas datas.

Lucratividade define funcionamento nos feriados

A decisão de abrir durante os feriados é baseada na análise da lucratividade, que compara o custo operacional da abertura com a receita potencial. Essa equação é observada de perto por shoppings e pelo comércio de rua, especialmente por estabelecimentos que vendem produtos essenciais e optam por funcionar para mitigar perdas.

Sindicato alerta para efeitos econômicos

Para Aldo Gonçalves, presidente do SindilojasRio, os feriados têm relevância social, mas o excesso gera distorções econômicas.

“Não fossem os acordos coletivos que permitem a abertura nos feriados e domingos, além do crescimento do comércio eletrônico, as perdas de faturamento poderiam ser ainda maiores”, afirmou.

Segundo ele, o excesso de feriados prejudica o giro de mercadorias, a circulação de dinheiro e a dinâmica dos negócios, afetando principalmente os lojistas de rua e de menor porte, que já não costumam abrir nesses períodos e são mais sensíveis aos impactos dos longos fins de semana.

Consumo migra para lazer e turismo

O presidente do sindicato destaca ainda que, nos feriados, os gastos das famílias tendem a se concentrar em lazer, viagens e entretenimento. Esse comportamento favorece setores como turismo, bares e restaurantes, enquanto o comércio varejista tradicional acaba sendo prejudicado.

O setor também acompanha com preocupação as perspectivas para 2026, ano de Copa do Mundo e eleições, eventos que historicamente influenciam o consumo e a movimentação econômica.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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