Lula Anuncia Expansão de Áreas Protegidas e Defende Multilateralismo na COP15

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a criação e ampliação de unidades de conservação federais, abrangendo 150 mil hectares. As novas áreas de proteção estão localizadas no Pantanal, em Mato Grosso, e no Cerrado, em Minas Gerais. As medidas foram formalizadas por meio de decretos assinados neste domingo (22) em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, durante a cúpula de líderes que antecede a COP15, a Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres.

Sobre a COP15

A COP15, evento global focado na preservação de espécies migratórias, tem início oficial nesta segunda-feira (23) e se estenderá até domingo (29), com todas as atividades concentradas na capital sul-mato-grossense. O presidente Lula participará da abertura oficial da conferência nesta segunda-feira.

A Mensagem Presidencial sobre a Natureza

Em seu discurso, o presidente Lula enfatizou a mensagem de que “migrar é natural”, destacando a importância das espécies migratórias. Ele ressaltou que esses animais, ao cruzarem continentes e conectarem ecossistemas distantes, demonstram que a natureza não reconhece fronteiras. Sua jornada é essencial para a preservação de ciclos naturais e o equilíbrio que sustenta a vida no planeta.

Críticas Geopolíticas e Apelo ao Multilateralismo

Aproveitando o contexto da COP15, Lula abordou as tensões geopolíticas globais e criticou a omissão do Conselho de Segurança da ONU diante de conflitos. O presidente alertou para o risco de um mundo sem regras, onde “ações unilaterais, atentados à soberania e execuções sumárias estão se tornando regra”. Ele defendeu um multilateralismo forte e renovado, além de políticas de acolhimento em vez de “muros e discursos de ódio”, salientando que a história da humanidade é intrinsecamente ligada a migrações e conexões.

Prioridades Brasileiras na Conferência

Para a presidência brasileira da COP15, Lula delineou prioridades claras: atuar com base nas convenções do clima, desertificação e biodiversidade; ampliar e mobilizar recursos financeiros; e criar fundos e mecanismos multilaterais inovadores. Adicionalmente, defendeu que mais países assumam responsabilidade pela proteção de espécies e suas rotas migratórias.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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