Petrobras avalia cenário de conflito no Oriente Médio e projeta resultados futuros

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

O diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Romeo Schlosser, afirmou nesta sexta-feira, 6 de outubro, no Rio de Janeiro, que as tensões no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, não devem impactar as exportações da companhia. Segundo ele, as rotas utilizadas para a Índia, China e Coreia não estão sob ameaça. “Não vejo risco à exportação de petróleo”, declarou Schlosser em coletiva de imprensa.

A importação de óleo específico para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), estimada em 100 barris/dia a cada três meses, também não apresenta riscos. Schlosser explicou que essa importação pode ser realizada pelo Estreito de Ormuz, pelo Mar Vermelho ou por um porto no norte do Mar Mediterrâneo, garantindo flexibilidade e segurança para a operação.

Cenário de Volatilidade e Preços

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reconheceu que o cenário atual é de extrema volatilidade no preço do petróleo, com projeções que variam de US$ 53 a US$ 180 por barril. Para ela, a companhia deve manter a resiliência para enfrentar qualquer flutuação de mercado.

Chambriard comparou o momento à epidemia de Covid-19, quando houve uma corrida da população aos supermercados que não se justificou. A presidente alertou contra a especulação, citando o exemplo de que não há lógica econômica para que o preço do botijão de gás de cozinha atinja valores extraordinários. “É especulação. Se todo mundo correr para comprar, vai aumentar o preço”, afirmou, recomendando cautela: “Vamos viver um dia depois do outro, com a noite no meio”.

Destaque em Desempenho Financeiro

A Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 110,1 bilhões em 2025, representando um aumento de quase 200% em relação ao resultado de R$ 36,6 bilhões alcançado em 2024. Magda Chambriard descreveu o desempenho como um “resultado espetacular”, atribuído à disciplina de capital, à efetividade do trabalho da companhia, à melhoria da eficiência, celeridade, lógica empresarial e à produção e entrega verticalizada de produtos.

A presidente ressaltou a resiliência da empresa, uma vez que o preço do petróleo Brent no mercado internacional, em 2025, oscilou de mais de US$ 80 para US$ 59 o barril. Apesar da queda, a Petrobras “entregou esse resultado, superando todas as metas”.

Aumento da Produção e Investimentos

Em 2025, um dos principais fatores para o aumento de 11% na produção de óleo e gás foi a entrada em operação e o incremento da capacidade da FPSO Almirante Tamandaré, que passou de 225 mil barris/dia para 270 mil barris/dia.

A meta da presidente é replicar esse sucesso com outras três plataformas em construção em Singapura. A primeira delas deve chegar ao Brasil em agosto e a segunda, ainda este ano, com projeção de iniciar a produção no primeiro semestre de 2027.

“Nós vamos seguir acelerando as entregas, com muita parceria interna entre as equipes da Petrobras”, concluiu Magda Chambriard.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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