A modalidade de Pix por aproximação, criada para agilizar transações, completa seu primeiro ano neste sábado (28), enfrentando o desafio de ampliar sua base de usuários. Dados recentes do Banco Central (BC) revelam uma adesão ainda modesta: em janeiro, as transferências nessa categoria representaram apenas 0,01% do total de transações Pix e 0,02% do valor movimentado.
No mês de janeiro, de um total de 6,33 bilhões de transferências Pix, somente 1,057 milhão foram realizadas via aproximação de celular a maquininhas de cartão ou telas de computador. Em termos financeiros, a modalidade movimentou R$ 568,73 milhões, em comparação ao total de R$ 2,69 trilhões operados pelo Pix no mesmo período.
Desafios e Potencial de Expansão
Segundo Gustavo Lino, diretor executivo da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init), a adesão mais lenta do Pix por aproximação é atribuída a restrições de segurança do Banco Central e a limites operacionais. Contudo, Lino observa uma tendência de expansão nos últimos meses, especialmente no ambiente corporativo e em transações de alta recorrência.
O potencial de crescimento é considerado grande, à medida que a oferta amadurece e passa a suportar mais casos de uso, mantendo a confiança como fundamento. Para o diretor da Init, a consolidação da modalidade no comércio e em empresas impulsionará seu uso, especialmente em pontos de venda com grande fluxo, reforçando a evolução do Pix em pagamentos cotidianos.
No contexto corporativo, como transferências entre filiais e matrizes, Lino acredita que o desenvolvimento de jornadas de pagamento específicas para empresas ampliará o interesse, sempre com a preservação dos controles de segurança.
A Evolução dos Números
Apesar da baixa participação no sistema Pix, a modalidade de aproximação tem demonstrado um crescimento contínuo. Em novembro de 2022, o número de transferências ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 milhão. Os montantes movimentados também cresceram exponencialmente, atingindo R$ 24,205 milhões em novembro de 2022 e R$ 133,151 milhões em dezembro do mesmo ano.
Limites de Segurança e Proteção ao Usuário
Para coibir golpes, o BC estabeleceu um limite padrão de R$ 500 para cada Pix por aproximação realizado via Google Pay, carteira digital presente na maioria dos dispositivos Android no Brasil. Quando a transação é feita pelos aplicativos das instituições financeiras, que são obrigadas a oferecer a modalidade, os limites podem ser personalizados pelo correntista, que pode diminuir o valor por transação ou estabelecer um máximo diário.
Rapidez e Conveniência: O Diferencial da Aproximação
O principal diferencial do Pix por aproximação reside na velocidade da transação. Diferente do Pix tradicional, que exige a abertura do aplicativo bancário, conexão à internet, inserção da chave ou escaneamento de um Código QR e digitação de senha, a modalidade por aproximação simplifica o processo. Basta abrir a carteira digital ou o aplicativo da instituição e encostar o celular na maquininha ou tela do computador, com a função Near Field Communication (NFC) ativada. Essa experiência, similar à dos cartões de crédito e débito por aproximação, otimiza o tempo de pagamento em estabelecimentos com alto fluxo de clientes.
Alerta sobre Juros no Pix com Cartão de Crédito
É fundamental que o pagador esteja atento à oferta de ‘Pix pago com cartão de crédito’ por diversas instituições financeiras, utilizando a aproximação como via. Nesses casos, há cobrança de juros. Em dezembro, o BC desistiu de regular o Pix Parcelado, permitindo que as instituições financeiras ofereçam o parcelamento do Pix com juros, sob nomes como ‘Pix no Crédito’ ou ‘Parcele o Pix’.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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