A edição de 2026 do Rio2C, evento que abrange debates, rodadas de negócios, encontros internacionais e apresentações artísticas, atraiu mais de 55 mil participantes de 30 países ao Rio de Janeiro. O balanço foi divulgado pela organização na noite de domingo (31). O evento destacou a força econômica e cultural da indústria criativa, reunindo representantes de mais de 20 setores.
Impulso aos Negócios e à Indústria Criativa
Além de uma vasta programação artística e discussões sobre inteligência artificial, comunicação, audiovisual, games, música e inovação, o Rio2C consolidou-se como um ambiente estratégico para negócios. Foram realizadas 1.650 reuniões de mercado, com a participação de 366 players da indústria, e registradas 1.301 inscrições em pitchings voltados para audiovisual, editorial, música e soluções tecnológicas.
Cultura como Eixo de Desenvolvimento Econômico
A edição de 2026 marcou um momento de fortalecimento institucional da cultura como política de desenvolvimento econômico. O governo federal anunciou a inclusão da cadeia produtiva do audiovisual no programa Nova Indústria Brasil (NIB), uma iniciativa coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em parceria com o Ministério da Cultura. Batizado de Programa da Nova Indústria do Audiovisual Brasileiro, o plano prevê linhas de crédito específicas, estímulo à exportação de produções nacionais e articulação com instituições financeiras públicas como o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Finep, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Durante o anúncio, o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, ressaltou o impacto econômico do setor: “O audiovisual representa hoje 0,6% do PIB brasileiro. É maior do que setores industriais tradicionais, como a indústria têxtil, e emprega mais do que a indústria automotiva”.
A Visão do Ministério da Cultura
O debate sobre a cultura como vetor econômico foi central na programação do palco MinC Conecta, o primeiro espaço próprio do Ministério da Cultura no Rio2C. O ambiente promoveu discussões sobre inteligência artificial, fomento cultural, audiovisual, sustentabilidade e economia criativa. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, defendeu a cultura como área estratégica para o desenvolvimento nacional, apresentando dados sobre o impacto da Lei Rouanet. “Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas mostrou que os R$ 3 bilhões investidos via patrocínio movimentaram R$ 25,7 bilhões na economia brasileira em 2024, além da geração de 228 mil postos de trabalho e R$ 3,8 bilhões em tributos arrecadados”.
A ministra destacou que o Brasil passa por uma reconstrução de políticas culturais após anos de descontinuidade institucional. “Cultura é indústria, é mercado, é geração de emprego, mas também é identidade, pertencimento e desenvolvimento humano”, afirmou Margareth Menezes, enfatizando a importância da qualificação profissional e da retomada do ensino de artes nas escolas para fortalecer a indústria cultural brasileira.
Lançamento do Tela Brasil
Outro ponto alto da semana foi o lançamento oficial da plataforma Tela Brasil, um serviço de streaming público e gratuito dedicado ao audiovisual nacional. Coordenada pelo Ministério da Cultura em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a iniciativa terá acesso integrado ao Gov.br. A plataforma estreou com 555 obras audiovisuais brasileiras, incluindo curtas, longas, séries e telefilmes, com clássicos como Central do Brasil, Cidade de Deus, Xica da Silva, A Hora da Estrela e Deus e o Diabo na Terra do Sol.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
Descubra mais sobre Bastidores da Nação
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.