SUS Inicia Transição Histórica para Insulina Glargina de Ação Prolongada

© Rafael Nascimento/MS.

O Ministério da Saúde anunciou o início do processo de transição da insulina humana (NPH) para a insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS). Classificada como um avanço histórico no cuidado de pessoas com diabetes no Brasil, a iniciativa visa modernizar o tratamento, oferecendo um medicamento mais eficaz e de fácil manejo para os pacientes.

Detalhes do Projeto-Piloto e Abrangência

A fase inicial do projeto-piloto será implementada em quatro regiões: Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal. O público-alvo inclui crianças e adolescentes de até 17 anos que vivem com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou 2. A expectativa é que mais de 50 mil pessoas sejam beneficiadas nesta primeira etapa da transição, segundo estimativas da pasta.

Benefícios da Insulina Glargina e Implementação Gradual

A insulina glargina é um medicamento de ação prolongada, com efeito de até 24 horas, o que contribui para uma melhor manutenção dos níveis de glicose no sangue e requer uma única aplicação diária. Essa característica simplifica a rotina dos pacientes e melhora a adesão ao tratamento. A transição será realizada de forma gradual, com avaliação individualizada de cada paciente. O ministério já promove treinamentos para auxiliar profissionais de saúde da atenção primária nas localidades selecionadas. Após os meses iniciais, os resultados serão avaliados para a elaboração de um cronograma de expansão para os demais estados do país.

A ampliação da oferta de insulina glargina no SUS alinha o Brasil às melhores práticas internacionais, considerando que, na rede privada, o tratamento com este medicamento pode custar até R$ 250 para dois meses.

Parceria Estratégica para Produção Nacional

A expansão do uso da insulina glargina no SUS é viabilizada por uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). Este acordo estratégico envolve o laboratório Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em colaboração com a empresa brasileira de biotecnologia Biomm e a chinesa Gan & Lee. O principal objetivo é a transferência de tecnologia para o Brasil, visando a autonomia na produção do insumo.

Em 2025, por meio desta parceria, mais de 6 milhões de unidades do medicamento foram entregues, representando um investimento de R$ 131 milhões. A previsão é alcançar, até o final de 2026, uma capacidade de produção de até 36 milhões de tubetes, assegurando o abastecimento do SUS. A autonomia na produção de insulina é considerada fundamental, especialmente em um cenário de escassez global deste insumo vital.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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