Dólar Recua e Ibovespa Bate Novo Recorde Impulsionada por Cenário Externo e Fluxo Estrangeiro

© Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de otimismo nesta sexta-feira (9), com o dólar comercial caindo ao menor nível em mais de dois anos e o Ibovespa renovando seu recorde histórico. O movimento de alta dos ativos de risco foi impulsionado por um maior apetite global, estabilidade nos preços do petróleo e a repercussão de dados de inflação doméstica.

Dólar em Queda Significativa

A moeda americana encerrou o dia em forte baixa, cotada a R$ 5,011, representando uma desvalorização de 1,02% (R$ 0,052) e atingindo o menor patamar desde 9 de abril de 2024. Durante o pregão, a divisa chegou a se aproximar da marca de R$ 5,00. Na semana, o dólar acumulou queda de 2,9%, elevando a desvalorização anual para 8,72%.

Analistas atribuem a queda a múltiplos fatores, incluindo o atrativo diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, o robusto desempenho das exportações de commodities brasileiras e o alívio nas tensões geopolíticas globais, que diminui a busca por ativos considerados mais seguros. Além disso, a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março acima das projeções reforçou a expectativa de manutenção de juros elevados no Brasil, tornando o real mais atraente para investidores estrangeiros.

Ibovespa Atinge Novo Patamar Histórico

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, avançou 1,12% e fechou aos 197.324 pontos, estabelecendo um novo recorde histórico. Este foi o nono pregão consecutivo de ganhos e o 16º fechamento recorde, consolidando a melhor sequência da bolsa brasileira desde a semana entre 19 e 23 de janeiro. Na máxima do dia, o índice superou os 197,5 mil pontos, aproximando-se da simbólica marca dos 200 mil. Na semana, o Ibovespa acumulou uma alta de 4,93%.

O principal motor dessa valorização tem sido o fluxo de capital estrangeiro. Dados recentes do Banco Central indicam uma entrada líquida de US$ 29,3 bilhões em investimentos em carteira nos 12 meses acumulados até fevereiro. Este influxo de capital contribui tanto para a valorização do real quanto para o desempenho positivo dos ativos brasileiros.

Cenário Inflacionário e Externo

No cenário doméstico, os investidores reagiram à divulgação do IPCA de março, que marcou 0,88%, um valor acima do esperado pelo mercado. Esse resultado reforça as expectativas sobre a política monetária e a manutenção de juros mais altos no país. Internacionalmente, o ambiente favorável, com expectativas de redução de tensões no Oriente Médio, também contribuiu para o aumento do apetite por risco e a valorização de ativos de países emergentes, como o Brasil.

Petróleo Apresenta Estabilidade

No mercado internacional, os preços do petróleo apresentaram leve queda, com os investidores monitorando negociações diplomáticas relacionadas ao Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência global, recuou 0,75%, para US$ 95,20. Já o barril WTI, do Texas, registrou queda de 1,33%, fechando a US$ 96,57. Apesar das oscilações, os preços mantêm relativa estabilidade, com o mercado atento às conversas entre Estados Unidos e Irã e aos possíveis desdobramentos do conflito regional.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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