Inhotim Celebra 20 Anos com Novas Atrações e Homenagens

© Tomaz Silva/Agência Brasil

O Instituto Inhotim, considerado o maior museu a céu aberto da América Latina, celebra 20 anos de atividades em 2026 com uma programação especial que inclui a inauguração de três novas exposições no segundo semestre. Localizado em Brumadinho (MG), o complexo é reconhecido por sua vasta coleção de arte contemporânea e exuberante jardim botânico.

Novidades e Retornos no Segundo Semestre

As comemorações de duas décadas do instituto ganharão destaque com a abertura de importantes obras e mostras. Em setembro, uma exposição comemorativa revisitará a trajetória da instituição. Já em outubro, os visitantes poderão conferir o retorno de uma instalação sonora aclamada e a incorporação de uma nova peça na Galeria Cildo Meireles.

Exposição Comemorativa de Duas Décadas

Marcada para setembro, a exposição em celebração aos 20 anos de Inhotim será instalada no Centro de Educação e Cultura Burle Marx. Com uma abordagem imersiva, a mostra fará um resgate histórico e prestará homenagem ao fundador do museu, o empresário mineiro Bernardo Paz. A diretora-presidente do instituto, Paula Azevedo, destacou a importância de reconhecer o passado para construir o futuro, ressaltando que Inhotim nasceu com um forte DNA em arte, natureza e educação, antecipando as pautas ESG (Environmental, Social, and Governance).

Destaques em Outubro: Cildo Meireles e The Murder of Crows

O mês de outubro trará duas importantes novidades. A Galeria Cildo Meireles passará por uma renovação arquitetônica para abrigar a obra inédita Missão/Missões (Como construir catedrais). O pavilhão já é lar de instalações renomadas como Desvio para o vermelho, Glove Trotter e Através. Simultaneamente, o museu promoverá o aguardado retorno de The Murder of Crows, uma instalação sonora dos artistas canadenses Janet Cardiff e George Bures Miller. Composta por 98 alto-falantes, a obra é celebrada por sua experiência sensorial imersiva que mistura realidade e sonho.

As celebrações dos 20 anos de Inhotim tiveram início em 25 de abril com a inauguração de outras três obras: Contraplano, de Lais Myrrha; Dupla Cura, de Dalton Paula; e Tororama, de Davi de Jesus Nascimento.

Legado de Arte e Sustentabilidade

Com 140 hectares de área de visitação, o Inhotim abriga uma coleção de mais de 800 obras de aproximadamente 50 artistas de mais de 18 países. A gestão do instituto, conforme explicitado pela diretora-presidente Paula Azevedo, foca na manutenção e na recontextualização do acervo existente. A construção de novas galerias não está prevista até 2030, devido ao grande desafio de conservação das edificações atuais, priorizando a valorização do que já está consolidado.

A Experiência Transformadora da Arte em Inhotim

A capacidade de transformação da arte é um dos pilares da experiência em Inhotim. A educadora física Karine dos Santos Reis, visitante do museu, descreveu sua vivência como “transformadora”, destacando como a arte “desengessa o pensamento”. Entre as obras que a impactaram, estão as instalações a céu aberto Lama Lâmina e Sonic Pavillion.

Obras que Marcam os Visitantes

A obra Lama Lâmina, do artista norte-americano Matthew Barney, apresenta dois gomos geodésicos em aço e vidro que envolvem um trator. Seu título faz referência a orixás do candomblé, Ossanha e Ogum, refletindo o engajamento ambiental do artista. Já o Sonic Pavillion, de Doug Aitken, também norte-americano, é uma instalação que capta os rumores da terra através de microfones ultrassensíveis em um poço tubular de 202 metros de profundidade, proporcionando uma audição única das movimentações do solo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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